quinta-feira, 21 de junho de 2012

Corpos entrelaçados




Conheceram-se na festa de aniversário de uma amiga comum. Não chegaram a ser apresentados, para quê se ambos estavam lá e repararam um no outro? A aproximação foi desejada e a conversa saiu sem dificuldades, naturalmente, como se se conhecessem desde sempre.
Quando se despediram combinaram encontrar-se no dia seguinte, depois do trabalho, para vincular a nova amizade.

E assim foi. À hora marcada chegaram os dois ao mesmo tempo ao local do encontro, sorrisos abertos de confiança, certos de que nem um nem o outro faltaria.

Deram as mãos como se fosse lógico , como se fosse para isso que tinham mãos, para se darem uma à outra. O toque era acolhedor e suavemente se encaixaram, na perfeição. Após este simples gesto...eles estremeceram. As suas mãos apertaram-se mais, uma contra a outra, para sentir o contacto total da pele morna. Completavam-se, tinham sido feitas para estar juntas, os seus corações pulsavam nelas, em uníssono. Ambos se sentiram evadidos por uma sensação de bem estar absoluto, de certeza plena... de perfeição. 
Nunca te deixarei partir, disse ela, nem eu quero que tu me deixes, disse ele.

Caminharam durante algum tempo, de mãos dadas, mostrando para todo o mundo que estavam juntos, unidos por aquelas mãos que não se largaram desde o momento em que se tocaram.
Eram como dois corpos entrelaçados, as suas mãos...

3 comentários:

  1. Gostei ! Parabéns !
    Acho que ainda vou ter uma amiga escritora !
    Continua .....
    Beijinho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Nunca se sabe o dia de amanhã...
      Obrigada e muitos beijinhos, amiga!

      Eliminar
  2. Quando uma alma reconhece outra, assim se dá o nome de "amor"

    ResponderEliminar